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Casa

Gesto Arquitetura emprega sistemas construtivos limpos no projeto da Casa Pitangueiras, em Santana do Parnaíba, SP
Por Patrícia Larsen e Nathália Larsen Fotos Fran Parente




Sistemas construtivos limpos, escolha consciente de materiais, busca por novas soluções e estudos de conforto térmico e energético pautam a concepção arquitetônica dessa casa, projeto dos profissionais da Gesto Arquitetura

A integração com a natureza, com as áreas sociais do condomínio e um projeto que incorporasse todos os cuidados possíveis para evitar o desperdício - tanto na obra quanto em sua manutenção - foram as condições básicas para o projeto da casa em Santana de Parnaíba, SP, com projeto dos arquitetos Newton Massafumi e Tânia Parma, do escritório Gesto Arquitetura.

Os arquitetos também tinham como objetivo aproveitar a implantação do terreno, na divisa com a área comum do condomínio, que conta com espaços verdes e equipamentos de uso coletivo como quadras esportivas e pista de caminhada.

Para realizar uma integração harmônica com o entorno, o pavimento inferior se tornou uma área social e de lazer com piscina, churrasqueira e espaço de estar coberto e descoberto que mescla visualmente e espacialmente os ambientes da casa e do condomínio. Aqui, o trabalho de paisagismo teve um papel importante, tanto na integração quanto na proteção das visuais para maior privacidade dos usuários. "Nos pavimentos superiores evidenciamos a relação com a área externa pelas aberturas que se voltam à paisagem local", explica Tânia.

A casa foi concebida em dois blocos principais, mais um terceiro, no centro, onde estão os acessos verticais de escada e elevador. Todos unidos pela cobertura. "As atividades distribuem-se nos três pavimentos de cada um dos dois blocos: o de serviços, mais fechado, abriga as áreas de apoio e serve de proteção ao bloco social e aberto, que oferece as atividades de estar, lazer e de permanência prolongada", diz a arquiteta.

Na concepção da casa, optou-se pela construção mista de estrutura metálica e steel frame - metálica no bloco principal e steel frame no bloco de serviços. Para fechamento, placa cimentícia e drywall. "A estrutura metálica foi determinante no partido arquitetônico, ao permitir poucos e esbeltos apoios", conta Tânia. Para garantir o conforto acústico, foi aplicada lã mineral no interior das paredes, nos forros e nas tubulações hidráulicas.

Os arquitetos desenvolveram um projeto a partir de elementos préfabricados: estrutura metálica para pilares e vigas, lajes pré-moldadas de concreto, steel frame e elementos de vedação de vidro e placas cimentícias. "Fizemos essa opção pela possibilidade de maior planejamento, pelo controle técnico e por um menor desperdício", explica Tânia. Conforto e sustentabilidade ventilação e iluminação foram cuidadosamente estudados para garantir o conforto térmico e ambiental. Um ripado de madeira envelopa a casa - na verdade, uma madeira biossintética fabricada a partir de sacos plásticos, casca de coco e resíduos orgânicos. Na vertical, o elemento de sombreamento funciona como um brise soleil. Na cobertura, a proteção continua. "Além de uma proteção térmica, o ripado na cobertura passa a ter também um papel estético, pois a casa está em uma região mais baixa e a cobertura é vista de várias partes do condomínio. Ou seja, cuidamos não apenas das fachadas principais, mas também da fachada-teto", explica Newton Massafumi.

O elemento fixo trabalha como uma pele de proteção contra a exposição e incidência direta dos raios solares nas áreas sociais, que são mais abertas e expostas. A face oeste, fechada, onde estão os blocos de apoio e de serviços, protege as demais dependências da radiação e do aquecimento proporcionado pela insolação.

No vão entre os dois blocos principais, uma cobertura de vidro (também protegida pelo ripado) garante iluminação. Elevada, cria uma abertura em todo seu perímetro, o que permite a circulação do ar melhorando o conforto interno. A ventilação conta com a contribuição de uma área ajardinada que refrigera o ar, localizada no pavimento térreo do bloco de acesso, onde estão a escada e o elevador. As tomadas de ar fresco desse pavimento passam pelos demais níveis e produzem um efeito chaminé, permitindo que os ambientes sejam ventilados naturalmente.

Os cuidados com sustentabilidade não terminam na ventilação natural. Economia energética e de água também estão na pauta da casa. O aquecimento da piscina e dos chuveiros das suítes está sob a responsabilidade dos 50 m² de placas de aquecimento solar instaladas na cobertura. Enquanto isso, um reservatório de 13 mil litros capta a água da chuva, que será utilizada para irrigação, limpeza de pisos e para suprir outras necessidades de água não potável.

 

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wilson jose barbosa [16/01/2010 15:30]Mensagem imprópria? Clique aqui

BOA TARDE UM PROJETO ARROJADO, DE ELEVADO BOM GOSTO, ATRATIVO DE QUALQUER VISÃO PERIFERICA, EXEMPLO DE LINHA MARCOS E MATERIAIS.CONCEITUAL EM SEU ASPECTO ANBIENTAL.
 
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